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A retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), em Três Lagoas, voltou a ser destacada pela Petrobras nesta quinta-feira (14), durante cerimônia de reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ocasião, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal segue avançando nas negociações para conclusão da unidade sul-mato-grossense, considerada estratégica para ampliar a produção nacional de fertilizantes nitrogenados.
A executiva destacou que a reativação das fábricas de fertilizantes faz parte de uma estratégia nacional da companhia, que também inclui a retomada das unidades da Bahia, Sergipe e Paraná.
A expectativa da Petrobras é iniciar a mobilização física da UFN-3 entre os meses de junho e julho deste ano. A previsão oficial aponta que a planta entre em operação no primeiro semestre de 2029.

Paralisada desde 2014, a UFN-3 deverá receber investimento estimado em aproximadamente US$ 1 bilhão — cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual.
O projeto foi dividido em 11 pacotes de contratação, envolvendo desde infraestrutura básica até sistemas industriais de produção de amônia e ureia. A expectativa é de forte participação de empresas brasileiras na execução das obras.
Durante o pico da construção, o empreendimento pode gerar entre 7 mil e 8 mil empregos diretos, além de impactos indiretos em setores como comércio, hotelaria, alimentação, transporte e serviços em toda a região leste de Mato Grosso do Sul.
Quando estiver operando plenamente, a unidade terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia.
Fertilizantes e segurança alimentar
Durante o evento, Lula voltou a defender o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes, ressaltando a dependência brasileira das importações do setor.
Segundo o presidente, um país com forte vocação agrícola precisa ampliar sua capacidade interna de produção para garantir segurança alimentar e competitividade ao agronegócio.
Já Magda Chambriard afirmou que o gás natural possui papel estratégico na produção de fertilizantes nitrogenados e destacou que a Petrobras pretende ampliar investimentos em exploração e produção para garantir oferta suficiente ao setor.
A demanda prevista para funcionamento da UFN-3 é de cerca de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Estrutura preservada
Mesmo após mais de uma década de paralisação, a Petrobras afirma que grande parte da estrutura física da UFN-3 foi preservada. Antes da retomada completa das obras, será realizada uma etapa de inspeção técnica, revisão e recalibração dos equipamentos já instalados.
Com aproximadamente 81% da construção concluída, a fábrica é considerada uma das principais apostas da estatal para reduzir a dependência brasileira da importação de fertilizantes e fortalecer o abastecimento do agronegócio nacional, especialmente nos estados do Centro-Oeste e Sudeste.

Publicado por:
Carlos Alberto T. Souza
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