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Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta terça-feira (22), o primeiro medicamento para o tratamento de comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada à doença de Alzheimer sintomática inicial.
O donanemabe é um anticorpo monoclonal que age sobre a proteína beta-amiloide, presente no cérebro de pacientes da doença, ajudando a reduzir suas placas e retardando a progressão.
O medicamento foi aprovado com base em um estudo realizado em oito países, envolvendo 1.736 pacientes em estágio inicial. Os resultados mostraram que, com doses regulares de 700 miligramas nas primeiras semanas e, posteriormente, 1.400 miligramas a cada quatro semanas, o donanemabe reduziu significativamente a progressão clínica da doença em comparação com o placebo. O medicamento será administrado por injeção mensal e estará disponível sob prescrição médica.
No entanto, o medicamento enfrenta controvérsias na comunidade médica. Embora seja considerado um dos tratamentos mais eficazes contra Alzheimer, sua eficácia ainda é vista como limitada por alguns especialistas. Além disso, a Anvisa monitora de perto sua segurança e eficácia no Brasil, e a comercialização inclui contraindicações, como o uso de anticoagulantes.
Vale lembrar que aprovação ocorre após a liberação do lecanemabe nos Estados Unidos, outro medicamento para Alzheimer, também alvo de debate entre médicos. A Agência Europeia de Medicamentos, em março deste ano, recomendou a recusa do uso do donanemabe, enquanto a Comissão Europeia recentemente autorizou o lecanemabe.
Publicado por:
Carlos Alberto T. Souza
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