Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas divulgou a atualização dos boletins de dengue Covid-19 Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com dados consolidados até o dia 14 de julho de 2026. Os números mostram o cenário das doenças monitoradas no município e reforçam a importância da prevenção e da vigilância permanente.

Dengue soma 53 casos confirmados em 2026

De acordo com o boletim da dengue, o município contabiliza 479 notificações da doença neste ano. Desse total, 410 casos foram descartados após investigação e 53 tiveram confirmação laboratorial ou por critério clínico-epidemiológico .

O levantamento também informa que 36 notificações foram registradas nos últimos 30 dias. Em relação às demais arboviroses, o município mantém 21 casos confirmados de chikungunya e nenhum caso de zika vírus. Até o momento, não há registro de óbitos por dengue em Três Lagoas.

O gráfico por semana epidemiológica mostra que o maior número de notificações ocorreu entre as semanas 18 e 22, período em que a circulação da doença apresentou maior intensidade.

Covid-19 tem 10 casos confirmados e nenhum óbito

No boletim da Covid-19 , a Secretaria Municipal de Saúde informa que foram registrados 158 exames com resultado em 2026.

Desse total, 148 casos foram descartados e 10 apresentaram resultado positivo, o que representa 6,33% das notificações analisadas. Os casos negativos correspondem a 93,67% do total.

O município segue sem registro de óbitos por Covid-19 em 2026. Conforme o boletim, os casos positivos foram distribuídos ao longo de diferentes semanas epidemiológicas, sem indicação de aumento expressivo até o momento.

SRAG registra 179 hospitalizações e sete óbitos

O boletim da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aponta 179 hospitalizações registradas em Três Lagoas neste ano.

Entre os pacientes, 142 receberam alta por cura, enquanto 26 casos permanecem em análise. O levantamento também contabiliza sete óbitos relacionados à SRAG em 2026.

Os dados mostram ainda que a maior concentração de internações ocorreu entre as semanas epidemiológicas 24 e 28. Na distribuição por faixa etária, as crianças de 1 a 4 anos concentram o maior número de registros, com 64 casos, seguidas pelas faixas de 5 a 9 anos (31 casos) e 60 a 69 anos (22 casos).

Monitoramento permanente

Os boletins são atualizados periodicamente pela Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas e servem como ferramenta para o acompanhamento da situação das doenças no município. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter os cuidados preventivos, como a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, a vacinação quando indicada e a busca por atendimento médico diante do surgimento de sintomas respiratórios ou sinais compatíveis com doenças transmitidas por arbovírus.