A retomada das obras Unidade de Fertilizantes Nitrogenados, em Três Lagoas, já entrou na fase de contratação de empresas para a conclusão da fábrica – lançada oficialmente em 2008 com o objetivo de reduzir a dependência externa de fertilizantes e fortalecer o agronegócio nacional.
Na prática, o projeto da UFN3, como é denominada, avança atualmente em duas frentes estratégicas, conforme informou a Petrobras ao Campo Grande News. Na contratação dos pacotes de obras e na estruturação da garantia de suprimento energético – fatores considerados determinantes para tirar o empreendimento do papel após mais de uma década de paralisação.
A aprovação final dos investimentos pelas instâncias competentes da Petrobras está prevista para o primeiro semestre de 2026, o que permitirá, segundo a empresa, que as obras sejam retomadas ainda este ano.
A estatal projeta ainda “o início da pré-partida operacional para 2028”, etapa que antecede o começo da produção comercial. O cronograma posiciona a conclusão da UFN3para 2029.
Demanda de gás já está prevista no plano 2026–2030
Assim que entrar em operação, a UFN3 deverá consumir aproximadamente 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Segundo a companhia, essa demanda já está contemplada no Plano de Negócios 2026–2030 e integrada ao planejamento de oferta e demanda de gás natural.
“Esse planejamento considera o conjunto completo de premissas de oferta e demanda de GN”, informou a estatal. Ou seja, o suprimento contínuo necessário para viabilizar a fábrica já está incorporado às projeções de médio prazo.
A Petrobras diz que a garantia estruturada de suprimento para a UFN3 não tem vínculo específico empresas fornecedoras do gás que precisará para operar.
“O projeto da UFN3 considera acesso à malha integrada nacional de transporte de gás natural, que reúne diversas fontes de suprimento – nacionais e importadas – e possibilita o atendimento às demandas do mercado brasileiro como um todo."
Após a entrada do gás na malha, não é possível associar um consumidor a uma origem determinada. Isso significa que a UFN3 não estará diretamente atrelada ao gás boliviano ou argentino, ponto sensível diante da retração das importações da Bolívia e da maior integração com a Argentina.
Fonte/Créditos: Campo Grande News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Saul Schramm
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