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Cinco trabalhadores que estavam em situação de trabalho escravo em uma fazenda, em uma região alagada do Pantanal, em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande, foram resgatados de helicóptero. A operação foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho , Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal (Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá) e Polícia Militar Ambiental
O fazendeiro irá pagar uma indenização de danos morais aos cinco trabalhadores, no valor de R$ 240 mil, além de R$ 37,4 mil de verbas rescisórias para cada um deles. O proprietário da fazenda também deverá pagar mais R$ 240 mil, a título de dano moral coletivo, como forma de reparação à sociedade. O valor será revertido a entidades ou instituições que promovam direitos sociais de interesse coletivo.
Os trabalhadores foram encontrados isolados em meio à mata, dentro de uma fazenda que atua no ramo da pecuária e tem 15 mil hectares. Foi necessária a utilização de um helicóptero e de um barco, cedidos pelo Governo e pelo Grupo Especial de Polícia Marítima de Corumbá, da Polícia Federal.
Os trabalhadores estavam alojados em um acampamento, afastado a quilômetros da sede, em quatro barracos, construídos com varões de arbustos e cobertos com lona plástica, e dormiam em redes e estruturas precárias, que eles chamavam de “camas”, e eram montadas de forma improvisada com troncos de vegetação. O local não tinha paredes ou pisos e não havia banheiros e as necessidades eram feitas no mato.
A água disponível ficava armazenada em um tanque pipa e servia para uso geral – beber, cozinhar e tomar banho. Em depoimento, os trabalhadores disseram que ela tinha gosto de ferrugem, e que até capivaras foram vistas bebendo desta mesma água.
Segundo informações, os trabalhadores foram contratados de forma irregular para construir cercas na fazenda, por um intermediador de mão de obra.
Publicado por:
Carlos Alberto T. Souza
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