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Após a apreensão de mais de 10 toneladas de alimentos vencidos e impróprios para consumo em Campo Grande (MS), a Vigilância Sanitária orienta a população sobre como identificar produtos estragados e evitar riscos à saúde. A operação que resultou na apreensão levou à prisão de um empresário conhecido como “Alemão”, suspeito de vender alimentos irregulares.
Em entrevista, o chefe do Serviço de Fiscalização de Alimentos da Vigilância Sanitária, Guilherme Nunes Conter Cardoso, explicou que o consumidor deve observar sinais visíveis ainda no momento da compra.
Segundo ele, é importante verificar a integridade da embalagem, a procedência do produto e as informações do rótulo. Além disso, aspectos visuais podem indicar que o alimento está impróprio para consumo.
“É importante verificar se há presença de manchas escuras, líquido dentro da embalagem e bordas ressecadas ou amareladas, que já são alguns indicativos de que aquele produto não está adequado para consumo”, explicou.
Caso o produto já tenha sido comprado, outros sinais também devem ser observados em casa. O cheiro e a textura são fatores importantes para identificar possíveis alterações.
“Se o cheiro estiver muito forte ou azedo, ou se a textura estiver muito viscosa e pegajosa, são sinais de que o produto não está adequado para consumo”, alertou.
O fiscal também reforçou que todo alimento vencido deve ser considerado impróprio para consumo, mesmo que aparentemente esteja em boas condições.
Segundo ele, a data de validade é definida com base em estudos técnicos que determinam um limite seguro para o consumo. Após esse período, o fabricante não garante mais a qualidade do produto e há risco potencial de contaminação.
O consumo de alimentos vencidos ou estragados pode causar intoxicações e infecções alimentares. Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômito, diarreia e dor de cabeça, mas casos mais graves também podem ocorrer.
Entre os riscos mais sérios estão doenças como listeriose e botulismo, que podem causar complicações graves à saúde.
Relembre o caso
O empresário conhecido como “Alemão” foi preso na sexta-feira (10), em Campo Grande, durante uma operação que apreendeu 10.444,66 quilos de frios, embutidos e outros alimentos vendidos de forma irregular em dois estabelecimentos na Avenida Calógeras.
Segundo a polícia, os produtos estavam vencidos, mal armazenados e eram reembalados com datas de validade alteradas para prolongar o prazo de venda.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), com apoio do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), da Vigilância Sanitária e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro-MS).
Durante a fiscalização, os agentes encontraram peças de muçarela inchadas, alimentos estragados e produtos armazenados de forma inadequada. Parte dos itens também foi reembalada com novas datas de validade, prática considerada irregular.
Ao todo, mais de 10 toneladas de alimentos foram apreendidas e serão descartadas pelos órgãos responsáveis. As investigações continuam.
Publicado por:
Carlos Alberto T. Souza
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