Operação do Gaeco mira famílias que se uniram para traficar cocaína de MS para SP

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Equipes do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio do Batalhão de Choque e Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foram às ruas em Campo Grande, Corumbá, Ladário, Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, além de Hortolândia, em São Paulo, para cumprir 24 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão nesta terça-feira (17), como parte da operação “El Camino”.

Duas famílias, segundo a investigação jornalística, são suspeitas de chefiar o esquema criminoso, uma delas com histórico de prisões e apreensões há mais de duas décadas. O negócio marginal passou de pai para filho e atraiu outros familiares, indicam os levantamentos do Gaeco.

A partir do monitoramento telemático de membros da organização criminosa e de diligências de campo, as apreensões de cargas atribuídas à máfia passaram de 760 kg de cocaína e pasta-base de cocaína, avaliados em R$ 35 milhões, além de aproximadamente R$ 100 mil em espécie. Armas de fogo de grosso calibre e munições também foram recolhidas.

Entre os alvos das ações de hoje, 10 já cumprem pena por tráfico de drogas. Mandados de prisão foram cumpridos em presídios das cidades citadas acima, em endereços residenciais e comerciais.

O grupo ilegal, segundo as apurações, trazia cocaína de Corumbá para Campo Grande e daqui enviava para o estado de São Paulo, principalmente. O Gaeco apurou que de setembro de 2020 a junho de 2021, foi feia ao menos uma dezena de remessas de entorpecente.

A quadrilha mantinha depósitos em Campo Grande. Também tinha oficinas especializadas em modificar veículos para criar esconderijos para as cargas ilegais, aponta o material levantado pelo Gaeco. O esquema era organizado em núcleos, do comando aos responsáveis pelo chamado branqueamento do dinheiro da venda de cocaína.

Com o dinheiro, compravam bens no nome de laranjas, como por exemplo a mãe de um dos envolvidos.

No cárcere

Dinheiro era usado para adquirir bens em nome de laranjas.  — Foto: GAECO/MPMS

Dinheiro era usado para adquirir bens em nome de laranjas. — Foto: GAECO/MPMS

Os “patriarcas” das famílias, que estão presos, aproximaram na cadeia, em Corumbá, descobriram os investigadores. Decidiram agir em consórcio, como atestam os autos autorizando as buscas e prisões. Uma delas tem seis pessoas implicadas no esquema e a outra pelo menos três.

A “El Camino” é continuidade de outras duas operações: “Breaking Bad”, feita em 2019, sobre e a “Xadrez”, realizada em 2017, para investigar mordomias concedidas ao preso que, agora, voltou a ser alvo de acusação por ordenar crimes de dentro da unidade prisional.

Nessa última ação, foram 12 alvos, dois deles diretores do presídio fechado e semiaberto de Corumbá, que acabaram condenados pela Justiça por favorecimento aos detentos.

Todo o material apreendido vai ser analisado agora, para embasar a oferta de denúncia pelo Gaeco.

(*) G1 MS

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