Em sete meses, crime perdeu R$ 109 milhões em apreensões em Mato Grosso do Sul

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De 1º de janeiro até 31 de julho, o crime organizado teve uma perda de R$ 109,7 milhões em Mato Grosso do Sul, segundo dados do Programa Nacional de Segurança das Fronteiras e Divisas (Vigia) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O valor é referente a todos os produtos ilegais retirados de circulação por Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar.

Entre essas ações, o Ministério destaca a apreensão de armamentos. Segundo dados do Vigia, houve um aumento de 129% em Mato Grosso do Sul de retirada desses equipamentos nos primeiros sete meses do ano. 

Ainda conforme dados do programa, de janeiro a julho, foram 188 armas ilegais retiradas de circulação, enquanto em 2020, no mesmo período, foram 88.  

O valor é muito superior à média dos 15 estados participantes do Vigia em relação às apreensões de armas, que apresentaram um crescimento de 50% no mesmo período.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, de janeiro a julho, o programa impediu que passassem pelas fronteiras e divisas brasileiras 1.113 armas, 373 a mais do que no ano anterior.

Também houve aumento nas apreensões de drogas, sendo mais de 390 toneladas confiscadas no País. O somatório dos setes primeiros meses de 2020 gerou 346 toneladas de entorpecentes apreendidas pelas forças de segurança que atuam no Vigia. 

Também foram apreendidos este ano 2.039 veículos, um aumento de 6% em relação ao ano passado. As prisões efetuadas durante as operações também cresceram 50% em relação ao mesmo período de 2020.

FORA DA CURVA

De acordo com o diretor do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), coronel Wagner Ferreira da Silva, tanto 2021 como 2020 foram anos que registraram valores muito acima do normal em relação à apreensão de drogas.

“Comparado com os outros anos, esses dois últimos foram bem fora da curva. Este ano já foi maior [o número de apreensões] de janeiro a julho do que no ano passado. Não foi um crescimento muito expressivo, mas ocorreu”, afirmou o coronel.

Silva avalia que essa situação é resultado de um acumulado de ações das forças de segurança. 

“São vários aspectos, nunca se tem causa única. Teve o aumento da presença da força policial nas fronteiras, a integração de operações das forças federais e estaduais e o investimento em inteligência policial. Teve também o fato de a pandemia ter atrapalhado a erradicação da plantação de maconha no Paraguai, feita pela Polícia Federal”.

Para o diretor, este segundo semestre deve ter um valor menor de apreensões, já que a Operação Aliança, responsável por exterminar as plantações de maconha no país vizinho, foi retomada neste semestre.

“Enfrentar o tráfico exige várias vertentes, tanto a questão de diminuir a oferta e barrar a entrada das drogas quanto coibir a lavagem de dinheiro e fazer o enfrentamento das pessoas que usam, todas são ações complementares”, avaliou Silva.

Em julho, a Polícia Militar Rodoviária (PMR) fez a maior apreensão de drogas do País. A abordagem realizada em Deodápolis identificou 36,5 toneladas de maconha. O valor superou o recorde anterior, de 33,3 toneladas de maconha, apreendidas pelo DOF no ano passado.

VIGIA

O Vigia está presente nos estados do Paraná, Mato Grosso, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Goiás, Roraima, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte, Ceará e Mato Grosso do Sul.

VIGIA

Segundo dados do programa, criado em 2019, em dois anos foram R$ 3,8 bilhões de prejuízo aos criminosos nos 15 estados, com a apreensão de mais de 1,1 mil toneladas de drogas, 125 milhões de maços de cigarros, além de embarcações, veículos e outros produtos oriundos do contrabando. 

Os números também mostram que, com o reforço da segurança nas fronteiras e divisas do País, o Vigia evitou um prejuízo de mais de meio bilhão de reais aos cofres públicos.

O Vigia segue as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco na atuação integrada, coordenada, conjunta e sistêmica entre as instituições.  

O programa integra todas as forças policiais, o que resulta em um somatório de mil policiais atuando diariamente pelo Vigia.

(*) Crédito: Correio do Estado

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